Terra Franca + A LUA O SOL E OS TRÊS MOSQUETEIROS

2017,2018 / 103' / Portugal, Arménia / português, com legendas em inglês e chinês / Cor
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Terra Franca

(Leonor Teles, 2018, Portugal , 82min, cor, português em chinês, DCP)
A primeira luz da manhã ilumina o lento barco de pesca. O som do vento mistura-se com o ruído da rede que se enrola na água. Esta é a circunstância diária de Albertino, um dos muitos pescadores de Vila Franca de Xira.
Certo dia, o governo decreta uma interdição de pescar que afecta Albertino…que não consegue capturar peixe suficiente. Contudo, apesar das suas preocupações, Albertino acredita que o melhor ainda está para vir.

Em 2016, com 25 anos de idade, a realizadora Leonor Teles tornou-se na mais jovem vencedora do Urso de Ouro para Melhor Curta Metragem em Berlim com Balada de um Batráquio. Agora, a sua primeira longa metragem consiste de uma narrativa elegante e poética da vida do pescador Albertino, assim como um olhar nostálgico da sua terra natal.

  • Prémio Scam International 2018 - Cinéma du Réel, França
  • Sheffield Doc/Fest 2018, Reino Unido
  • ACID TRIP - Cannes 2018, França


A LUA O SOL E OS TRÊS MOSQUETEIROS

(Vahagn Khachatryan, 2017, Arménia & Portugal, 21min, cor, sem diálogo, HD)
Uma pequena cidade na fronteira entre Portugal e Espanha. Durante o dia, é um lugar misterioso além do espaço e do tempo. Porém, ao cair da noite, velhos fantasmas renascem criando uma atmosfera que envolve as antigas ruas e transforma a cidade num outro mundo. Quando o sino toca de novo durante o dia, as pessoas andam nos seus afazeres e a cidade regressa ao seu ritmo normal.

O livro Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, é citado no final do filme: “Há três hipóteses acerca dos habitantes de Baucis: que odeiam a terra; que a respeitam tanto que evitam todo o contacto com ela; que a amam tal como era antes de existirem e, de binóculos e telescópios apontados para baixo, nunca se cansam de a examinar, folha por folha, pedra por pedra, formiga por formiga, contemplando com fascínio a sua própria ausência”. Do mesmo modo, este filme sem diálogo nos mergulha em cada pormenor da cidade, enquanto percorremos a tranquilidade, profundidade e memórias acumuladas ao longo de incontáveis séculos.
• Festival Internacional de Documentário de Taiwan 2018
• Visions du Réel 2017, Suíça
• Festival Internacional de Cinema de Moscovo 2017, Rússia