⋆☕︎ Vencedor dos prémios de Melhor Documentário e Melhor Montagem na 62.ª edição dos Prémios Golden Horse
Ao longo de oito décadas e quatro continentes, a cineasta e editora Mary Stephen embarca numa investigação pessoal sobre o seu apelido inglês. Não se trata de uma exploração narcisista, mas sim de um esforço para desvendar as dissonâncias e as contradições na nossa herança que, apesar do nosso desejo tão humano de harmonia e continuidade, são os elementos fundamentais que nos moldam. É neste espírito que esta viagem íntima se desenrola.
A partir dos filmes caseiros e diários do pai, fotografias de família, as suas próprias imagens de viagem, fragmentos de história oral e arquivos oficiais, Stephen constrói uma narrativa polifónica e em camadas, onde a memória pessoal e a história coletiva convergem. O filme percorre um período turbulento do passado da China — marcado pela queda de uma dinastia em declínio, guerra civil, invasão japonesa e a eventual ascensão do Partido Comunista. Neste contexto, Hong Kong — sob domínio colonial britânico desde 1842 — surge como um espaço paradoxal, onde a modernidade ocidental colide com a herança oriental: uma cidade de um milhão de chineses governada por vinte mil europeus.
Realizadora: Mary Stephen
![]() | Sobre a realizadora Mary Stephen é uma editora e realizadora canadiana radicada em França, originária de Hong Kong. Enquanto realizadora de documentários e de filmes de ficção, Mary Stephen trabalhou durante muitos anos como editora dos filmes de Éric Rohmer e colaborou com ele sob o pseudónimo coletivo Sébastien Erms na composição das bandas sonoras de vários dos seus filmes. Em 2018, foi condecorada com o título de Cavaleira da Ordem das Artes e das Letras. | |
