Tum trabalha como secretária numa empresa financeira. A crise económica leva a empresa a despedir parte dos funcionários, e Tum encontra-se entre eles. Na manhã seguinte, ainda em choque, descobre uma caixa de noodles instantâneos à porta do seu apartamento. Movida pela curiosidade, leva a caixa para dentro e encontra-a cheia de notas. Antes que tome qualquer decisão, alguém bate à porta. Desenvolvem-se várias histórias interligadas, cada vez mais insólitas, onde surgem homicídios acidentais, fugas, amor, vingança e outras coincidências improváveis.
Esta obra marcante de Pen-Ek Ratanaruang conta com a participação da então estrela das telenovelas Lalita Panyopas. O filme recebeu uma Menção Especial do Prémio Dom Quixote no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Em 2023, a história deu origem à adaptação para televisão 6ixtynin9 (Minissérie), escrita e realizada pelo próprio Ratanaruang.
![]() | Pen-ek Ratanaruang Um dos autores mais influentes do cinema asiático, reconhecido como pioneiro da Nova Vaga Tailandesa. Estreou-se com a longa-metragem Karaoke no Fun Bar (1997), obra que rompeu com as convenções narrativas e estilísticas tailandesas; assim, inaugurou uma nova direcção criativa para a indústria local e consolidou a sua posição de destaque. As obras do realizador foram seleccionadas por festivais como Cannes, Berlim e Veneza. Entre os títulos notáveis, 6ixtynin9 (1999), História de Amor com Transístor (2001), Última Vida no Universo (2003) e Ondas Invisíveis (2006) foram distribuídos mundialmente com grande sucesso. Ratanaruang mantém colaborações duradouras com artistas asiáticos, como o director de fotografia Christopher Doyle, o actor japonês Tadanobu Asano, a actriz coreana Kang Hye-jung e o realizador Takashi Miike, pelo que formam uma perspectiva cinematográfica transnacional distinta. Estilisticamente, o trabalho dele oscila entre humor negro e existencialismo, marcado por linguagem visual contida e ritmo narrativo controlado. Retrata frequentemente marginalizados urbanos em situações absurdas e alienantes, enquanto insere, de forma subtil, momentos de intimidade emocional e observação humana sob uma superfície aparentemente distante. Em 2025, Ratanaruang voltou a reunir-se com Christopher Doyle, pela terceira vez, no seu mais recente filme Cozinha da Morte, e assinalou a primeira colaboração em dezanove anos. | |
