“Vi NOVA IORQUE FORA DE HORAS pela primeira vez na escola de cinema e adorei. Não só achei que era o melhor filme de Scorsese, como também o menos conhecido. A personagem principal mete-se em sarilhos cada vez maiores a cada passo. Tem um elenco secundário excelente, um enredo retorcido e um final muito satisfatório. Anos mais tarde, o meu pai perdeu a arte do violino no banco de trás de um táxi, e passámos a noite numa busca desesperada por ela. De repente, lembrei-me de Nova Iorque Fora De Horas e assim nasceu o primeiro rascunho de O CASO DO VIOLINO. Até deixei uma homenagem directa a esse filme em O CASO DO VIOLINO, e fico feliz por desafiar o público a descobri-la. NOVA IORQUE FORA DE HORAS era incrivelmente simples, mas ao mesmo tempo complexo, ao tratar questões sociais e os desafios da Nova Iorque dos anos 80 de forma absurda, o que o tornava ainda mais cinematográfico. Lembro-me de o ritmo ser frenético e de os locais mudarem sem parar, mas sempre a seguir o mesmo contabilista. Foi isso que imaginei e quis para O CASO DO VIOLINO.”
Max BESSMERTNY
Num café de Manhattan, o operador de processamento de texto Paul Hackett conhece Marcy e conversa sobre literatura. Mais tarde, nessa noite, Paul apanha um táxi para o apartamento de Marcy, no centro. Durante a viagem, a nota de 20 dólares voa pela janela e anuncia a noite inesperada que se segue. Paul não consegue pagar a corrida e acaba numa sequência de situações embaraçosas, surreais e perigosas, rodeado por um elenco de personagens excêntricas. Passa o resto da noite a tentar regressar à zona alta da cidade.
Realização: Martin SCORSESE